SANGUE NOVO - TIAGO PEREIRA PTRealizador e Visualista, desenvolveu desde cedo uma linguagem própria na documentação, recolha, mistura de som e imagem animada. Os seus filmes são de origem transdisciplinar e remetem para manifestações de cultura imaterial, como as canções, rituais e performances.

PT | 2009 | Doc. | VIDEO | Cor | 52’
Realização: Tiago Pereira
Produtor: Tiago Pereira
Montagem: Tiago Pereira
Som: Eduardo Vinhas e Tiago Pereira
Tiago Pereira e B Fachada apresentam a Tradição Oral Contemporânea.
Num impulso construtivo de análise do processo de tradicionalização, um documentarista do tradicional, Tiago Pereira, convida uma princesa da Pop, B Fachada, à auto-reflexão em torno das noções de autoria e criação. É este o ponto de partida.
Os dois viajam a um centro da Tradição Oral por excelência com o propósito de cruzar o processo estético urbano do músico com a criação comunitária rural; a troca de repertório e de metodologias com as vozes do campo é bem sucedida e acaba por transcender o projecto inicial.
Simultaneamente, uma exploração visual do imaginário citadino do BFachada constrói o paralelo entre a criação colectiva pelo indivíduo da Tradição rural com a criação individual pelo colectivo da Pop urbana.
A sobreposição da lírica comunitária com a lírica individual, da variação comunitária com a inovação individual levanta questões de interesse generalizado — Como é possível que romances comunitários cantados ha quinhentos anos possam tão explicitamente relacionar-se com canções de autor de há 5 semanas nos métodos e nos propósitos? Como pode a autoria artesanal urbana ser tão semelhante à variação rural da Tradição Oral?
Salvemos o Giacometti da triste desculturalização rural e mostremos-lhe o frenético comunitário da urbe”

Realização: Tiago Pereira
Produtor: Associação Pedexumbo
Montagem: Tiago Pereira
Som: Eduardo Vinhas e Tiago Pereira
Em «Arritmia» ouvem-se os ritmos primeiros do coração, os ritmos dos ofícios, os ritmos das celebrações religiosas os ritmos da cidade grande ou os ritmos do desejo amoroso (alguém diz, com saber, ser a dança uma representação vertical de um desejo horizontal). Qual foi a primeira dança, pergunta-se. E, sem resposta imediata, ficamos a saber de bailes populares nas aldeias, dos ranchos folclóricos, da recuperação - e reavaliação e reinvenção - das danças tradicionais portuguesas e de outras partes da Europa ou das danças africanas escondidas num berimbau...

PT | 2006 | Doc. | VIDEO | Cor | 26’
Realização: Tiago Pereira
ProduÇÃO: Bazar do Video e AEPGA Associação para o estudo e protecção do gado asinino
Montagem: Tiago Pereira
No planalto mirandês, os seus habitantes e os burros partilham uma vida de isolamento e trabalho. Muitas vezes, os burros são o único elemento com que se estabelece um diálogo e é assim desde há muito tempo. Todas as histórias e cantigas resultantes deste universo já por si mágico e miscigenador de tradições, funcionam como um escape e como uma forma de pensar única, reveladora da realidade humana deste povo.
Filmada, esta vida resulta por meio deste filme numa proposta etnomusical de contornos antropológicos únicos em Portugal, que já não se relaciona estritamente com as noções de folclore, mas antes procura na natureza humana – onde quer que ela se encontre –, estados de alma, vidas, como se estas pessoas, ao longo dos tempos, tivessem compreendido que rir de si:próprias é o melhor remédio. Trata-se de revelar a relação destas pessoas com o ambiente em que vivem e trabalham e a forma como elas pensam sobre si próprias e como se riem do mundo. Procurando entender e mostrar o seu quotidiano, esta é uma história sobre as pessoas, os burros e todas as narrativas musicais e sonoras que daí derivam como se de uma operetta se tratasse. Um teatro de relva onde o encenador, as personagens e o público são todos o mesmo.

Realização: Tiago Pereira
Produção: Serviço educativo da casa da música
Assistente Geral: Mariana Figueiroa
Montagem: Tiago Pereira
Aniki na Casa é um filme original do realizador Tiago Pereira, que documenta o processo criativo de um espectáculo transdisciplinar que acrescenta de forma inovadora uma perspectiva contemporânea ao filme Aniki-bóbó, realizado por Manoel de Oliveira em 1942. Para além disso, Tiago Pereira mergulha na cidade do Porto do século XXI, criando um diálogo singular entre o passado e presente, e descobre o impacto que o filme do célebre realizador tem ainda hoje nesta cidade, ao verificar a tendência de alguns portuenses se apropriarem, num inesperado fenómeno de identificação, das personagens principais do mítico filme.
