Estreia de MÃE HÁ UMA SÓ, filme experimental de João Canijo, seguido de um debate com propósitos de evolução para uma espécie de masterclass centrado no trabalho dos actores no cinema.
MÃE HÁ UMA SÓ, João Canijo [PT], 2007, Exp., 35mm, Cor, 20'
Realização: João Canijo
Produção: João Canijo
Argumento: Rita Blanco e Vera Barreto
Diálogos: Rita Blanco e Vera Barreto
Montagem: João Braz
Som: Branko Noskov, Elsa Ferreira
Imagem: Mário Castanheira
Actrizes: Rita Blanco e Vera Barreto
Encenação do que nunca é encenado: a condição do actor.Experimentar a representação improvisada das actrizes, a representarem sem terem papel para representar, que se apresentam a si mesmas numa exposição completa, numa circunstância de fragilidade total, por não terem um papel em que se escondam.
O actor a representar sem representar, porque representa sem interpretar nenhum papel escrito e específico que o proteja e o ampare. O paradoxo entre a representação e o anonimato: o actor a representar um personagem anónimo. O personagem não tem uma história com desenvolvimento dramático, o actor representa um momento da vida de um personagem de que não conhece o destino. A relação entre anonimato e a encenação: a cena esconde-se como tal, a cena é inventada pelo actor no próprio momento porque não faz parte de uma história conhecida, porque o personagem é anónimo e só no momento o actor lhe confere identidade, e essa identidade só ele a pode definir no momento.
11º Festival de Cinema Luso-Brasileiro / Cineclube da Feira